terça-feira, 17 de maio de 2011

Incógnita dos Deuses


Para desespero dos cardíacos, o técnico Ederson Moreira confirmou Ricardo Berna na meta do Flu, para o início do brasileirão. E não poderia ser diferente. Barrar o goleiro seria o mesmo que apontar o responsável, pela eliminação do time na Libertadores. Isso abalaria ainda mais o grupo.

O problema é que a torcida já perdeu a paciência e não suporta mais as seguidas falhas do arqueiro.

Berna foi fantástico na reta final do último Brasileiro, conquistou à taça e entrou para a história do Fluminense. O problema é que não dá para viver das glorias do passado. Ele é ótimo no 1 contra 1, mas é inseguro, não sabe sair do gol e peca na reposição de bola. É muito pouco para um clube com tanto investimento.

No começo do ano, Diego Cavalieri foi contratado para assumir a titularidade, hoje está encostado na reserva, devido às falhas e ao rendimento pífio. – o Tricolor vai fazer uma grande besteira se liberar este rapaz. É um goleiro talentoso que teve muitas frustrações na Europa. Precisa de um treinador que lhe passe confiança. O Rafael foi emprestado ao Atlético-GO, e não vai deixar saudade.

A diretoria não especula nomes para o gol, parece satisfeita com o que tem. O fato é que Flu não tem um grande arqueiro há muito tempo. Em épocas diferentes a torcida teve que se contentar com Fernando Henrique, Murilo, Wellerson, Ricardo Pito entre outros.

– Os deuses do futebol pregaram uma peça no Fluminense. Não consigo tirar isso da cabeça. Carlos José Castilho é o maior goleiro da história do clube. Era um goleiro milagreiro e tinha uma inacreditável boa sorte. Por isso, foi apelidado de “Leiteria” nos anos 40, na época o termo era considerado sinônimo de sorte.

O problema é que existe uma proibição velada aos apelidos, no futebol brasileiro. E agora, quando o Flu terá novamente um goleiro milagreiro, ídolo e sinônimo de sorte?

Imagem:Globo.com

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