sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mi dispiace

Eu que teoricamente cai num grupo fácil, mas novamente cheguei desacreditada. Deixei futebolistas do passado em casa. Nas últimas safras não colhi fenômenos. Sou campeã Européia de clubes, porém sem nenhum nativo no time titular.

Minha estréia na copa foi com empate, mas me sinto feliz, porque foi com a melhor seleção da chave. A segunda partida parecia uma contra, mas veio outro empate. As desconfianças sobre o meu futuro emergem. Viro um prato cheio para políticos, dirigentes, imprensa e para o povo exigente. No meu passado tem glorias, escândalos, cadeados brilhantes e outros deprimentes. Mesmo jogando um péssimo futebol nunca morro, e por isso abra o olho.

Controlo a ultima partida, mas preciso de uma vitória convincente. Entretanto vejo meu melhor jogador em 2006 perdido no tempo. Quero sorrir, fazer o meu torcedor vibrar, mas tomo dois gols e o que vem é um quase chorar. O meu saldo são expressões amarelas e tensas. Lanço um brilho solitário que participa de dois gols, entretanto tomo mais um tento. Para mim é finito, já deu, acabou. Vou pelos fundos e talvez você nem se lembre que sou a ultima campeã desse torneio.

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