quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dos Reis

Antes de adentrar a relva procuro meditar, rezar e pedir. Não faço parte dos grandes times do meu país, e por isso não depositam muita confiança em mim. No espaço delimitado ao guarda-redes aprendi, sofri e conquistei. Estive em divisões inferiores e por isso nunca pensei em chegar ao Benfica, Sporting ou ao Porto. Não alcancei esses clubes, mas consegui camisola numero 1 da seleção Portuguesa. Entretanto essa conquista, não me foi dada de mão beijada, pois deixei na terrinha o goleiro dos encarnados. Por ser de time pequeno, os corneteiros me apelidaram de mãos de manteiga.

Mas o importante é está nas oitavas de final de um torneio do mundo. Meu primeiro Portugal e Espanha, e não tem como esquecer o que aprendi na escola. Para quem duvidava do meu potencial, ainda não sofri gols na competição. Porém ainda comentam que a postura defensiva me favorece. A Espanha começa com tudo, no primeiro chute espalmo de mão trocada, mas o segundo despacho para o lado. O terceiro tiro desvio com a ponta dos dedos, o quarto explode no peito. No quinto faço milagre, mas no sexto ela pega na trave e entra. Não reagimos, pois ficamos sem toque de bola.

O Juiz apita o final do jogo, as câmeras captam o meu choro Português. Porém enxugo as lagrimas e deixo um poema "Todos estes que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão. Eu passarinho!".



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