quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Flamengo destrói obstáculos das eras

Ontem, a Copa Sul-Americana colocou frente a frente os elencos de Flamengo e Atlético Paranaense. O catálogo de jogadores que adentraram no campo não fazia jus à história do confronto. Mesmo assim, os conjuntos ganharam uma nomenclatura, times mistos. – Misto é pão com queijo na chapa. Eram jogadores que não jogam nunca ou quase nunca por suas equipes. Com exceção de um ou dois.

Mas, era preciso tapar o sol com a teia para não afastar o torcedor. A bola rola e o gramado se revela traiçoeiro e atroz. Na realidade, ele não se mostra, até porque, já era sabido o estado do mesmo. -Um pecado. Era verde, preto, marrom, cinza, claro e amarelo. Apresente-me uma desculpa qualquer que eu aceno com as credencias da cancha do Internacional de Porto Alegre. Que fica na mesma região e sofre com os mesmos males.

Do que adianta ter o estádio mais moderno do país e o pior relvado. É o mesmo que ter a feiura estética e o status nobre de Carlota Joaquina. Podemos encher a boca de abelhas para falar já que o Maraca está adormecido e o Engenhão é utilizado sistematicamente por três equipes.

Logo, a bola voltou a se aborrecer e a rolar com dificuldade. Ali circulavam 22 jogadores, 44 pernas e pouco ou quase nenhuma inspiração. Que nada tem a ver como transpiração, já que isso teve de sobra.

A gorduchinha que não rolava com naturalidade ainda procurava a soma de afago e carinho. E ela veio da única maneira possível aos 29 minutos da segunda etapa. A esfera viajou, quicou na área, e foi de encontro à cabeça de Ronaldinho. Foi neste momento que o artefato oval recuperou o seu caráter poético. E, sorriu e fez sorrir com a intensidade de um turbilhão capaz de eliminar qualquer obstáculo fixado numa era.

Imagem:Uol

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